15 de abril de 2017

O SHABAT DA MORTE

Início da tarde de um sábado desses na tumultuada Jerusalém. Os eventos iniciados na noite de quinta, que invadiram a madrugada de sexta e culminaram às 3 horas da tarde com o último suspiro do Cordeiro, eram pauta do momento entre as famílias, mas nada que alterasse suas rotinas.


Por ser sábado, havia o rigor da lei limitando atividades. Era dia de descanso. Para quem não tinha qualquer vínculo com o Jesus de Nazaré, era só mais um sábado.


Quem tinha ouvido falar dele e chegou a esperar sua manifestação com um poder bélico para escorraçar Pilatos, Herodes, os soldados romanos e toda corte de César, guardava o sábado e se ressentia da frustração. Era gente que não tinha entendido que o "reino" de Jesus não era o da terra, e o trono que ele queria ocupar, não estava em qualquer palácio, mas no coração do homem.


Este Shabat jamais foi apagado da memória daqueles que andaram com Ele, ouviram seus ensinos e viram seu exemplo por 3 anos.


Todos já sabiam que Judas havia se enforcado. Aqui, um misto de frustração e satisfação. Afinal, já se sabia da tramoia entre o traidor e os políticos corruptos que arrepiavam-se com a popularidade e autoridade de Jesus.


Pedro estava afogado em sua angústia por lembrar das três vezes que negou ser amigo do Nazareno. João, último ao pé da cruz, devia estar tentando consolar Maria acerca de quem recebeu a incumbência do próprio Jesus de cuidar dela como se fosse sua mãe.


Os demais deviam estar com flashes cruciantes das chicotadas, das cusparadas, do clamor da multidão pela liberdade de Barrabás, um réu confesso, e sua reação ensandecida determinando a crucificação do Filho de Deus, um inocente mudo.


Como viraram a madrugada de quinta para sexta em claro e ficaram atônitos ao longo de todo o dia por conta do julgamento falso e execução da pena, o estado físico devia ser deplorável. Mesmo com todo o cansaço da sexta-feira, dificilmente conseguiram dormir. Aquele sábado devia não existir.


Depois de 3 anos andando por todas as partes ao lado do Mestre, ele não estava mais ali. Não se podia mais ouvir sua voz. Não dava para perceber seus passos. Não havia crianças tentando sentar no seu colo ou prestando-lhe o mais perfeito louvor. Seu sorriso, seu olhar, seu toque. Tudo agora era só lembrança.


O corpo inerte estava em processo para que, após completa decomposição, fosse possível guardar os ossos em uma urna. Só havia satisfação no reino de Belial e nos porões do império romano. Afinal, conseguiram matar o Filho de Deus!

É POSSÍVEL EXTRAIR DIAMANTE DA LAMA, MAS NÃO SE TIRA PÉROLAS DAQUILO QUE O INTESTINO GROSSO DISPENSOU


Então, né... que os políticos e seus piolhos receberam bilhões da Odebrecht todo mundo já sabe. Fico impressionado com o teatro de quinta, na tentativa de fingir perplexidade. Existem outras empresas que também devem ter feito coisa em menor monta, mas "financiou campanhas" e que não entrou, nem sei se vai entrar, no radar da Lava Jato. A essa altura já acredito em um grupo assumindo a máxima culpa, para que outros continuem seus esquemas.

Além de usarem o dinheiro sujo para manutenção da vida nababesca, com jóias caras, iates, mansões, sítios, jatinhos, helicópteros, festas épicas o que mais foi feito com isso?

Idiotas e imbecis de toda ordem, judiciário, imprensa, políticos que se safaram (por enquanto) estão com o foco apenas nos políticos destacados para o circo. Por que ninguém questiona sobre as bocas famintas de pilantras, canalhas, corruptos e corruptores do populacho que também se beneficiaram com uma ínfima parte do esquema-de-podridão-nacional? Sim! O dinheiro desviado dos cofres públicos ou, em última instância, de pequena parte dos lucros das empresas, foram parar no intestino grosso do povão.

Quanto dos bilhões de caixa 2, foram parar no bolso de vagabundos picaretas que saem de comitê em comitê eleitoral pedindo cesta básica, pagamento de água, luz, telefone, viagem para sepultar o tio-avô da sogra do primo de segundo grau, assinatura de TV, plano de banda larga, crédito de celular, ônibus para caravanas com todo tipo de destino de prostíbulo a igreja?

Quanto dos bilhões de caixa 2, foram usados para pagar a carona do vagabundo morto-de-fome, de casa até a seção eleitoral? Quantos da gentalha que, neste momento, pode estar aí fingindo moralidade, fingindo-se estarrecida com os esquemões nos quais aparecem partidos para todos os gostos?

Quantos destes canalhas que querem ser identificados como cidadãos de bem, venderam, vendem e venderão a própria consciência por R$ 50 ou R$ 100 apenas para mostrar a gravação ou foto de que digitou o número do candidato que está bancando sua miséria?

Uma vez documentado o crime, a onça ou garoupa, via de regra, vira urina em meia dúzia de latas de cerveja ou doses de água ardente que se toma no boteco no final da rua, em meio a gargalhadas e piadas do tipo: "me-dei-bem-nas-costas-do-otário".

Afinal, este é o tipo de gente que nem sabe diferenciar safra de vinho para, na pior das hipóteses, comprar um produto da vide com mais requinte que cevada ou cachaça.

#ListaDoFachin #CarasOcultas

13 de abril de 2017

SOBRE SER "MACHO"

Acho que não precisa ser doutor em nada, para entender que ser homem, de verdade, não implica em domínio, sujeição do sexo oposto, valentia, pancadaria ou coisa semelhante.

Ser homem implica, sim, em ser atencioso, zeloso, amoroso, respeitador, honesto, provedor (e não venham dizer que isso é machismo), idealizador e viabilizador de um ambiente familiar onde reina confiança, carinho, segurança, crescimento, amadurecimento. 

Acerca do papel de provedor da família, ninguém tira da minha cabeça que o macho tem, sim, a obrigação de pensar em dar casa, comida e roupa lavada. Porém, vem mais que isso. Cabe ao homem pensar que seus filhos e esposa precisam de lazer. A viagem de férias, os almoços ou jantares fora de casa, a ida ao parque, não é coisa só para a mulher pensar. Por razões divinas elas detém, sim, habilidades especiais para essas questões, mas isso não quer dizer que a carga é só delas.

Reconheço que elas pensam melhor em onde ir, como ir e o que fazer. E caberá ao homem que pensa e presta, dar todas as condições para que os planos da esposa e mãe sejam executados sem dissabores. Difícil? Se vira! Para isso você é o "homem da casa". 

Quando ressalto aqui o papel de provisão, não estou reforçando nenhum pensamento machista. Como dizem as feministas. Se há condições favoráveis para que a mulher possa trabalhar, colocar dinheiro em casa, decidir se compra o Fusca ou a Ferrari, ótimo, que o faça. Cada família é uma realidade. O que não dá é para consentir com a ideia de vagabundo em casa criando barriga e mulher no tronco para manter o ócio de pilantra. 

Ser homem, de verdade, considerando o núcleo familiar, implica, sim, cuidar da mulher de modo que ela se sinta protegida, amada, amparada, estimulada, incentivada, elevada, cortejada. 

Ser homem, de fato, não implica em se recusar a dar um beijo no filho, porque ele entrou na puberdade, mas agarrar e por no colo sem nenhum preconceito imbecil.

Ninguém vai perder a masculinidade por entrar em uma floricultura e sair carregando um buquê mesmo que não seja data de aniversário de casamento ou da esposa. Os dias não se tornam especiais por causa da combinação de algarismos, mas pelas atitudes que você tira da intenção e torna ação.

Isso é simples. Não precisa de nenhum doutor em qualquer excrecência hipoteticamente humanista para dizer o óbvio. Está ensinado, exemplificado, largamente comprovado na Bíblia Sagrada. O mesmo livro que acadêmicos imbecis insistem em negar a superioridade produzindo todo lixo que chamam de conhecimento. 

Enquanto os sabedores-de-tudo tentam zombar dos valores divinos, enquanto rejeitam o padrão para a família presente nas Escrituras, as soluções dos "achólogos" que descartam ao Criador simplesmente falham, porque são tão podres quanto suas mentes. São tão fracos quanto suas estruturas físicas. São tão infrutíferos quanto solo arenoso.

 
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